Destrói-os na tua verdade — Salmo 54:5

Acervos · Traduções · Vincent Cheung

Lambe-botas Religiosos Vendidos

Vincent Cheung

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Os cessacionistas demonstram sua hipocrisia quando criticam os pentecostais por aceitarem a distinção bíblica entre a regeneração por meio de Jesus Cristo e o batismo no Espírito Santo. Eles são fanáticos! São ignorantes! Não conhecem a Bíblia! Querem experiências estranhas! Contudo, como Lloyd-Jones alcançou o status de herói aos olhos deles, frequentemente misturam sua discordância com elogios a ele e apresentam todo tipo de explicação generosa. Por exemplo, Peter Masters, da igreja de Spurgeon, disse que LJ sucumbiu a essa doutrina bíblica porque desejava desesperadamente um avivamento. Ora! Talvez os pentecostais também desejem um avivamento? Ou talvez alguns dos pentecostais já tenham um avivamento. Eles têm mais avivamento do que uma igreja entediante e cada vez menor, que perdeu seu legado e se tornou nada mais do que uma atração turística. Os pentecostais creem na doutrina, e por isso são fanáticos extremistas, anti-intelectuais estúpidos. Lloyd-Jones cria em algo que se parecia com ela, e então ele era um herói quebrantado que merece nossa compaixão. A verdade é que eles fazem acepção de pessoas. São lambe-botas religiosos vendidos. Ou LJ estava correto, caso em que os pentecostais estão ainda mais corretos, ou ele merece o mesmo ataque mordaz que eles dirigem contra os pentecostais.

Ainda assim, LJ não chegou muito perto da doutrina bíblica. Comparado com aquilo que a Bíblia ensina, ele mal chegou a começar a pregar a palavra de Deus sobre esse assunto. E, em termos de experiência e de prática da palavra de Deus, de ser um praticante da palavra de Deus, ele nunca começou. Ele não obedeceu a Deus. Nunca fez da cura dos enfermos e da expulsão de demônios uma prática regular, nem da profecia e do falar em línguas, entre outras coisas. Esse é um nível básico que até muitas donas de casa e crianças já alcançaram. Ele meramente reconheceu a linha de partida, mas nunca a cruzou. Em certo sentido, isso é ainda pior. Se uma pessoa reconhece um ensino, mas nunca se torna praticante da palavra, ela engana a si mesma. Pensará que fez progresso, quando nunca fez progresso algum. Ela se endurecerá ainda mais, porque cria para si mesma a ilusão de que está fazendo aquilo que a palavra de Deus ordena simplesmente por admitir o que ela diz. Assim, endurece-se contra a sugestão de que precisa começar. Sua admissão da doutrina torna-se um testemunho de sua incredulidade e desobediência. Ela conhece a verdade, mas não a pratica.

Lloyd-Jones nunca chegou à doutrina bíblica. Ele parecia pensar que a regeneração dizia respeito à salvação, depois que o batismo no Espírito Santo era um “selamento” relacionado a um compromisso maior, a uma segurança e ousadia ampliadas, e então que os dons do Espírito tinham a ver com poder. Sua apresentação era tão vaga que continua incerto se ele pensava que o BES era necessário para os dons do Espírito ou se ele invariavelmente conduzia aos dons do Espírito. Ele divagava sem parar sem chegar a uma doutrina correta, definida e final sobre o batismo no Espírito Santo. Isso não é uma representação injusta. Não tente caçar uma declaração aqui e outra ali que pareça justificá-lo. Considere o quadro completo daquilo que ele disse, e você verá que ele estava confuso. Às vezes, é como se ele pensasse que existem três coisas ou três estágios, em vez de apenas dois. Esse esquema está errado. É correto que o BES seja distinto da regeneração e posterior a ela, ou posterior à confissão de fé em Cristo. Entretanto, o BES não é um “selo” para um compromisso maior ou para uma segurança e ousadia ampliadas na fé.

Uma doutrina assim torna-se um mero reconhecimento simbólico da distinção bíblica de que existe uma segunda experiência, mas deixa de reconhecer o efeito necessário dessa experiência. O resultado é que alguém pode supostamente reconhecer a evidência bíblica do BES, receber o BES e ainda assim não possuir poder sobrenatural algum. Então, para que milagres ocorram, a pessoa ainda precisaria esperar por certos “dons do Espírito”, embora supostamente já tenha o BES. Isso permite praticamente nenhuma mudança em relação ao modo de vida cessacionista. E esse era o modo de vida de Lloyd-Jones, embora sua doutrina parecesse diferente do cessacionismo. Sua doutrina permitia que ele tivesse as duas coisas ao mesmo tempo: discordar do cessacionista e, ainda assim, viver como um cessacionista. O erro é devastador, talvez até mais prejudicial do que recusar-se a reconhecer a segunda experiência. Ele cria uma falsa zona segura para aqueles que se sentem compelidos pela evidência bíblica, mas se recusam a assumir a teologia e o estilo de vida de poder sobrenatural exigidos por essa evidência. Faz com que a evidência bíblica aponte para outra coisa e, assim, a neutraliza. A Bíblia ensina que o BES é uma infusão de poder sobrenatural proveniente do céu. Ele é a porta de entrada para poderes e experiências sobrenaturais. Não é um mero selo da salvação, uma segurança que alguém deveria receber do Espírito na conversão mediante a fé em Cristo; antes, é um revestimento de poder mediante uma operação diferente do mesmo Espírito.

Jesus disse que o Espírito Santo é para poder, e esse poder não é para selamento ou segurança, mas para visões, sonhos, profecias, línguas, curas e milagres. Evidentemente, esse poder também pode aumentar a segurança e a ousadia, bem como as capacidades para realizar qualquer coisa que Deus tenha chamado alguém a fazer, incluindo administração, ensino e coisas semelhantes. Os artífices sob Moisés receberam o Espírito para construir o tabernáculo. Ele pode ampliar as capacidades intelectuais de uma pessoa até um grau sobre-humano. Entretanto, esse poder destina-se, em primeiro lugar, a resultar em capacidades e efeitos sobrenaturais, e ele não oferecerá menos do que visões, línguas, profecias, curas e milagres. A manifestação desse poder às vezes ocorre por meio dos dons do Espírito, mas os dons representam apenas uma das várias maneiras pelas quais milagres podem ocorrer. Por exemplo, curar enfermos e expulsar demônios pode ser realizado somente pela fé, sem quaisquer dons espirituais. Ou, mediante a fé, um cristão pode interceder pelos enfermos e Deus pode curá-los diretamente. Isso pode acontecer mil vezes sem que os dons do Espírito jamais estejam envolvidos. A Bíblia quase nunca usa a terminologia de “dom” para se referir a manifestações espirituais, respostas à oração ou milagres. Manifestações de poder sobrenatural resultantes do BES muitas vezes não são manifestações dos dons do Espírito, mas acontecimentos que pertencem a outras categorias. Qualquer debate sobre poderes espirituais e milagres já começa distorcido se começarmos falando sobre os “dons” do Espírito.

É contraproducente discutir sobre as crenças dos heróis do passado. E daí que Spurgeon tenha falado sobre o Espírito mais do que seus contemporâneos? Ele falava em línguas, profetizava e expulsava demônios diante de todos? Fazia isso pelo menos várias vezes por semana, se não todos os dias? Considerando o tamanho de sua audiência, esse desafio é absurdamente brando. Em algumas semanas, ele poderia ter imposto as mãos sobre centenas de enfermos. Se ele não fazia essas coisas, então não fazia aquilo que Jesus ordenou. Ele não era um praticante da palavra. E daí que Calvino e Lutero tivessem uma teologia do Espírito marginalmente melhor do que a de muitos cessacionistas? Era melhor por tão pouco que praticamente era pior. Calvino e Lutero, depois de atacarem os católicos por seus falsos milagres e seu misticismo, forneceram um ensino bíblico sobre a vida sobrenatural e então demonstraram esse poder de maneira pública e consistente? Não. Quando li Lloyd-Jones sobre esse assunto, fiquei contente por ele ter tido a coragem de se desviar da ortodoxia tradicional, pois até aquela pequena diferença teria provocado perseguição, mas também fiquei perplexo com o quão fraca e distorcida era sua própria versão. Eu a enxerguei como um compromisso que não representava progresso algum, se é que não representava progresso negativo, por causa da falsa zona segura que criava. Esses heróis religiosos eram praticantes da palavra? Obedeciam ao que a Escritura ordena? Curavam os enfermos e expulsavam demônios? Incentivavam os crentes a profetizar e a falar em línguas? Se não, então desobedeceram a Deus e enganaram a si mesmos.

É tolice enfatizar as duas ou três vezes em que alguém reconheceu a doutrina bíblica sobre milagres como se isso resolvesse a questão de sua fidelidade. E se ele tivesse mencionado a divindade de Cristo apenas duas ou três vezes ao longo das cinco mil páginas que escreveu? Os ensinos da Bíblia sobre o Espírito, a fé e os milagres não têm menor destaque, e vieram desse Cristo a quem chamamos Deus, de modo que, se os rejeitamos, também rejeitamos aquele que os ensinou. Se alguém fizesse menções vagas à expiação pelo sangue apenas algumas vezes durante toda a vida, não o aclamaríamos como um gênio teológico revolucionário. Nós o chamaríamos de ministro inútil e infiel. Suspeitaríamos dele, se não chegássemos a chamá-lo diretamente de herege. Ele cria na expiação, se a mencionava apenas em algumas ocasiões ao longo de toda uma vida? Suspeitaríamos que ou ele não cria nela, ou era perversamente infiel a ela. Mas, de algum modo, ele é completamente absolvido se insinuou fracamente algumas vezes que Deus ainda realizava milagres! Não basta ter surtos ocasionais de experiências espirituais, se é que eles chegaram a tê-los. É patético citar dois ou três milagres que aconteceram por acidente, pois até as migalhas da mesa de Deus podem curar enfermos e expulsar demônios, ao longo de trinta, quarenta ou sessenta anos, e então ampliar esses exemplos como se justificassem todo o ministério de alguém, ou como se agora justificassem a admiração idólatra de alguém por ele. Certamente não é suficiente para convencer os cessacionistas que veneram esse herói, nem para distinguir esse herói dos cessacionistas.

Jesus exigiu muito mais do sobrenatural daqueles que o seguem, mais do que aquilo que ele próprio realizou. Ele ensinou sobre fé e sobre o sobrenatural da maneira mais extrema. Enfatizou a fé milagrosa e o poder em seus discípulos com muito mais intensidade, repetição e variedade do que diversas doutrinas que os cristãos têm prezado como ortodoxas e essenciais, como o batismo e a Ceia. Na verdade, compare quão explícitos, enfáticos e extremos foram seus ensinos sobre a fé milagrosa e o poder exigidos de todos os seus discípulos, em todos os tempos, com seus ensinos sobre a expiação. Compare novamente com seus ensinos sobre a predestinação, sobre a adoração, sobre a igreja, sobre o amor e a humildade, sobre dinheiro e cobiça, enfim, sobre qualquer coisa que você escolher. O ensino de Jesus de que todos os discípulos, em todos os tempos, são obrigados a possuir fé e poder para milagres não fica atrás de nenhuma dessas doutrinas em destaque, e às vezes excede várias delas combinadas. Se acrescentarmos a isso as porções narrativas dos Evangelhos que instruem sobre receber e ministrar milagres, então a doutrina torna-se mais extensa do que todas as principais doutrinas combinadas. Contudo, nos credos, ela recebe uma negação direta e, nos heróis históricos, na melhor das hipóteses, um raro reconhecimento simbólico. E a igreja ainda está discutindo sobre isso. Isso é repugnante. A verdade é que, se eu escrevesse apenas sobre esse assunto pelo restante de minha vida, ou mesmo durante outras cinquenta vidas, eu não chegaria nem perto de compensar os séculos de vergonhosa negligência, e ninguém poderia me acusar de desequilíbrio ou de dar ênfase excessiva ao assunto.

O cessacionista é um completo idiota e uma fraude, portanto ele não deveria ser nossa linha de referência. Ter mais fé do que um ateu não faz de você um apóstolo. Pare de desperdiçar seu tempo vasculhando milhares de páginas para provar que seus heróis criam em algum padrão mínimo que você inventou. A Bíblia não tolera padrão mínimo algum desse tipo. Por que deveríamos nos importar com a pequena fração de verdade em que eles criam, quando você tem a plena exposição diante de você na Bíblia e em alguns dos outros mestres? Você não justificou seus ídolos nem sua doutrina, mas conseguiu fazê-los parecer ainda mais inúteis e infiéis ao chamar atenção para o quanto sua teologia era fraca nesse assunto, para o pouco que disseram sobre ele e para o pouco que obedeceram a Deus, se é que alguma vez obedeceram a Deus. Você diz: “Nenhum teólogo é perfeito. Ninguém é infalível”. Mas você não diz isso com a mesma frequência quando ataca alguém que discorda de sua doutrina favorita. De qualquer forma, o satanista também é imperfeito e muito falível, mas você ainda assim não o convida para pregar em sua igreja. Há imperfeição demais.

Às vezes, algum idiota cessacionista choraminga: “Mas... mas nem todos os cessacionistas são iguais!”. Isso é uma defesa ou uma admissão de que o cessacionismo é lixo? Mas existe algum cessacionista que seja praticante da palavra de Deus? Existe algum cessacionista que pregue que os cristãos podem receber e ministrar milagres pela fé, receber visões e sonhos, falar em línguas, curar enfermos e expulsar demônios, e que faça essas coisas regularmente, esperando resultados frequentes e públicos? Se não, então todos os cessacionistas são iguais. Eles se recusam a crer em Deus. Recusam-se a obedecer a Deus. No fim, não importa se os não cristãos são ateus, agnósticos, panteístas, satanistas, budistas ou qualquer outra coisa. Se não são cristãos, Deus lançará todos eles no inferno do mesmo modo.

Você pode dizer que alguns budistas são melhores do que outros budistas, mas eles continuam sendo budistas. Se alguns budistas são tão melhores que, na verdade, são cristãos, então pare de chamá-los de budistas e chame-os de cristãos. Você pode dizer que nem todos os ateus são iguais. Alguns de fato sofrerão punições mais intensas no inferno, mas todos terminarão no mesmo lugar. Ou você é cristão, ou não é. Ou você crê no que Jesus disse sobre fé e milagres, ou não crê. E ou você crê na palavra de Deus, ou é um cessacionista. Se você é um cessacionista melhor, seja lá o que isso signifique, continua sendo um cessacionista. Se alguém é tão melhor que já não é cessacionista, então não deveria mais ser chamado de cessacionista. Enquanto ele for chamado de cessacionista, está em profunda rebelião e perversidade. Ou você é praticante da palavra de Deus, curando os enfermos e expulsando demônios, falando em línguas e profetizando, ou permanece em incredulidade e desobediência. Você pode ser um herói da fé apenas aos olhos dos homens. Deus não admirará alguém que se envergonha de suas promessas e desobedece a seus mandamentos. O que acontecerá com pessoas que ensinam o oposto daquilo que sua palavra diz e que chamam sua palavra de heresia? Considere se Deus realmente compartilha de sua admiração por seus heróis religiosos. Talvez ele não esteja lambendo as botas deles como você está.

Jesus disse: “Conheço as tuas obras: não és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca”. A menos que alguém creia em todo o evangelho, o que significa simplesmente o evangelho, uma vez que ele não pode realmente ser dividido em partes, e a menos que creia em toda a palavra de Deus, não crê nela o suficiente. Afirmar que alguns cessacionistas são melhores ou diferentes torna-se um testemunho de que eles conscientemente se recusam a crer em grande parte daquilo que Deus diz. Isso é realmente melhor, ou é muito pior? Não há melhora alguma, mas o mesmo espírito de incredulidade e desobediência. Podemos reconhecer as distinções entre suas crenças em uma discussão que exija tal nuance, mas, se até eu sei que você está enrolando e que se recusa a se comprometer com o evangelho, você não acha que Deus também sabe? Ele sabe, e julgar você por isso. Você pode crer só um pouco na divindade de Cristo? Ou você crê que Jesus Cristo é o Filho de Deus, ou não crê o suficiente, e se não crê o suficiente, você não crê.

Suponha que alguém creia que Deus enviará Jesus para morrer por ele “se for da sua vontade” e, então, jamais se entregue a Jesus. Ele tem muita fé de que Deus ressuscitará Jesus dentre os mortos “se for da sua vontade”, e se comprometerá com isso no momento em que acontecer. Ele se recusa a reconhecer que isso já aconteceu e que a questão já foi resolvida, mas insiste que possui uma tremenda fé para a salvação, de modo que Deus pode fazer tudo isso para salvá-lo “se for da sua vontade”. O que diríamos? Ele não crê em Jesus, e queimará no inferno. Ele não é um crente imperfeito, mas um incrédulo. Ele não possui uma fé forte, mas fé zero, até mesmo uma antifé. A fé não diz: “Quem subirá ao céu? (isto é, para fazer Cristo descer)”, nem: “Quem descerá ao abismo? (isto é, para fazer Cristo subir dentre os mortos)”. A fé não diz: “Precisamos que Deus faça isto. Precisamos que Deus faça aquilo”. Ela não diz isso a respeito de algo que Deus já realizou e explicou. O que a fé diz? “A palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração (isto é, a mensagem da fé que pregamos), porque, se com a tua boca confessares que Jesus é Senhor e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo”. Você não precisa que Deus envie Jesus “se for da sua vontade”. Você pode declarar com toda a ousadia que quiser, com toda a justiça própria e indignação que conseguir reunir, que possui toda a fé do mundo para a salvação, contanto que Deus apenas envie Jesus para salvá-lo, se for da sua vontade. Isso não seria fé, mas insanidade e incredulidade. Deus já enviou Jesus, e agora você precisa ter o evangelho em seu coração e em sua boca. Você crê. Você confessa. Você diz. Você faz.

E se Moisés tivesse dito que Deus poderia lhe dar os Dez Mandamentos “se fosse da sua vontade” enquanto lia os mandamentos para a congregação? E se Moisés tivesse tanta “fé” que gritasse que Deus poderia fazer absolutamente qualquer coisa, que poderia até mesmo aparecer e escrever suas palavras em pedras “se fosse da sua vontade”, enquanto segurava as duas tábuas nas mãos? Isso seria fé ou insanidade? É assim que um cessacionista parece quando afirma crer em milagres. Ele é um completo e absoluto imbecil. Ou é o homem mais alheio à realidade que existe, ou o mais desonesto. Ele está fazendo uma piada com o Espírito de Deus que foi derramado. Moisés não fez isso porque não era estúpido nem perverso. Ele não zombou da palavra de Deus. Depois que Deus havia dado seus mandamentos, Moisés disse ao povo: “Pois esta palavra está muito perto de ti. Está na tua boca e no teu coração, para que a cumpras”.

Você é um cessacionista melhor porque crê que Deus pode realizar um milagre “se for da sua vontade”? Você é como o homem que disse que Deus lhe mandaria parar de ter um caso com a esposa de seu amigo “se fosse da sua vontade”. Ah, um adúltero muito melhor! Quanta fé! Deus explicou sua vontade e realizou sua vontade. Ele derramou o Espírito de poder. Declarou suas promessas e mandamentos acerca de milagres. Disse e fez tudo aquilo que é necessário para que avancemos pela fé. O cessacionista se recusa a admitir que a questão já foi resolvida, mas insiste que possui fé, de modo que Deus pode realizar um milagre “se for da sua vontade”. O que devemos dizer a respeito de alguém assim? Ele não possui uma fé forte, mas fé zero, até mesmo uma antifé. “A palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração.” Então, o que a fé diz? “Imporrei as mãos sobre os enfermos, e eles serão curados. Em seu nome, falarei em línguas e expulsarei demônios. Pelo Espírito de Deus, receberei visões e sonhos, e profetizarei.” Você crê. Você confessa. Você diz. Você faz. Esse é o caminho da fé. Cessacionista, você se recusa a obedecer, mas pensa que, se jogar a palavra de Deus de volta para dentro da “vontade de Deus”, então não haverá nada que você precise obedecer. O golpe é evidente para mim. Deve parecer ainda mais evidente e perverso para Deus. Você não crê, mas quer ter as duas coisas ao mesmo tempo, para poder alegar que crê. Você não é quente nem frio. Você é repugnante! Jesus vomitará você!

Você está tentando desculpar seus heróis ou está tentando desculpar a si mesmo? Você é um fracasso até mesmo como idólatra. Se está decidido a adorar meros homens, pelo menos escolha ídolos que tenham mais fé. Eu não lhes deixarei desculpa alguma, porque, se eram pessoas tão boas assim, não gostariam que eu mentisse por elas ou que as fizesse parecer melhores do que realmente eram. Se seus ensinos fossem fiéis à palavra de Deus, haveria registros abundantes deles exigindo que os cristãos curassem os enfermos e expulsassem demônios, profetizassem e falassem em línguas. Se você não consegue encontrar múltiplas declarações explícitas, consistentes e extensas nesse sentido, então eles não criam na palavra de Deus. Você não deveria precisar vasculhar milhares de páginas para fabricar evidências sugerindo que eles criam em milagres ou que os experimentavam. O próprio fato de você precisar fazer isso é evidência de que eles não criam em Deus nem lhe obedeciam. Você faz com que pareçam ainda mais patéticos quando inventa desculpas para eles. E, se continuar inventando desculpas para os heróis do passado, descobrirá que se tornará mais difícil superá-los. Você impedirá seu próprio progresso. Aceite o fato de que eles fracassaram, de que estavam em profunda incredulidade e de que se recusaram a obedecer a Deus. O importante é que nós sejamos bem-sucedidos, que tenhamos fé e que obedeçamos a Deus. Não permitirei que figuras do passado me impeçam de avançar por causa de alguma obrigação irracional de honrá-las ou até mesmo de mentir por elas. E não deixarei desculpa alguma para mim mesmo, porque prefiro parecer mal por algum tempo a enganar a mim mesmo para sempre e deixar de alcançar a plenitude do poder de Cristo.