Destrói-os na tua verdade — Salmo 54:5

Acervos · Traduções · Vincent Cheung

Revolução, Não Reforma

Vincent Cheung


Ninguém põe vinho novo em odres velhos. Se o fizer, o vinho romperá os odres, será derramado, e os odres se perderão. O vinho novo deve ser posto em odres novos. (Lucas 5:37-38)

A deficiência da Reforma é que ela foi uma reforma, não uma revolução. Ela se afastou de Roma apenas o suficiente para respirar, então parou para construir uma Roma menor. Recuperou fragmentos da verdade, então os consagrou em sistemas rígidos que não podiam conter a plenitude de Cristo. O vinho novo veio, mas foi derramado em odres já rachados pelo compromisso, e assim grande parte dele se perdeu. Os homens chamaram isso de progresso, mas foi apenas um adiamento do confronto inevitável entre Deus e o homem. Quando você reforma um cadáver, não o faz viver. Apenas rearranja seus membros antes que ele apodreça novamente.

Se ministros sem fé, se líderes e suas instituições contrários à fé e aos milagres, alguma vez foram úteis a Deus, foi apenas como instrumentos temporários para um momento específico. Deus pode usar até mesmo a voz de um fariseu para ler sua palavra, mas, quando esse momento passa, o instrumento é descartado. Ele os explorou para seus próprios propósitos, e agora sua utilidade chegou ao fim. O sal perdeu o sabor. Está pronto para ser lançado fora e pisado pelos homens. Eles não estão ajudando a igreja a avançar; estão impedindo seu avanço. E os fiéis devem deixá-los para trás. Nenhuma cerimônia, nenhuma nostalgia, apenas deixe que caiam na irrelevância que conquistaram.

A igreja recuperou verdade suficiente para deixá-los para trás. Ela se reformou, depois se reformou novamente. No entanto, alguns se recusam a prosseguir além do primeiro passo, como se dar esse passo lhes tivesse concedido o direito de ditar o caminho para todos os outros. Eles certa vez rejeitaram Satanás, mas depois se recusaram a continuar com Cristo, especialmente quando ele veio com toda a sua plenitude, seu poder e suas promessas intactas. Mas existe apenas um Cristo. Ele não pode ser dividido em partes de que você gosta e partes que você descarta. Rejeitar sua plenitude é rejeitá-lo inteiramente.

Se a igreja pretende avançar, deve tratar tais pessoas como Cristo tratou os fariseus, cortando-as sem hesitação. Eles não são heróis feridos. São impedimentos apodrecidos. Seus ensinamentos são tão repugnantes quanto excremento molhado de cachorro, e essa é a maneira mais bondosa de colocar a questão. Deixe-os em sua imundície e continue andando. O reino avança não arrastando consigo o peso morto de odres velhos, mas levando adiante o vinho novo em vasos preparados para contê-lo.

Se reforma após reforma ainda nos deixa cercados por tanto lixo, então chegou a hora de uma revolução. Não precisamos de outra correção parcial. Precisamos de uma derrubada completa. Não reforme, revolte-se! Este não é o momento para paciência educada com criminosos teológicos. Se Deus está se movendo, nós nos movemos com ele. Se os homens tentarem bloquear o caminho, nós os empurramos para o lado e os deixamos para trás na poeira. Seguimos a Deus, não aos homens.

Não haverá nenhuma reverência respeitosa à escória inútil que ensina outros a duvidar da palavra de Deus. Não fingiremos que seu veneno sem fé é um tempero digno de ser preservado. Eles permanecem de pé com suas cabeças infladas por diplomas e títulos, acreditando que isso lhes concede autoridade para ditar quais mandamentos de Deus devem ser obedecidos e em quais promessas de Deus se pode crer. Imaginam que podem policiar a fé dos santos. Imaginam a si mesmos como guardiões do reino. Na verdade, são invasores condenados bloqueando a estrada.

Para tais homens, a única resposta apropriada é o desprezo. Pegue suas credenciais, seus doutorados honorários, suas associações em sociedades teológicas, pegue toda a pilha de papéis que seus amigos igualmente estúpidos assinaram e coloque tudo em uma mala. Amarre-a firmemente ao redor do seu pescoço e atire-se ao mar. Essa seria a maior contribuição à igreja e à humanidade que uma pessoa sem fé poderia fazer. Como Jesus disse, alguns merecem uma pedra de moinho e as profundezas.

O Senhor falou de odres porque sabia o que a nova aliança traria. Seria o derramamento do Espírito, a explosão de vida, a irrupção de poder que não poderia ser contida nas formas mortas do antigo sistema. Ainda assim, os homens continuam tentando forçá-lo de volta para recipientes quebradiços. Eles temem o caos da vida mais do que odeiam a esterilidade da morte. Agarram-se aos odres que remendaram e remendaram novamente, como se seu trabalho pudesse ser melhorado com mais alguns pontos. Mas o vinho novo continua rompendo para fora, e eles continuam odiando-o exatamente por essa razão.

Quando Cristo traz vinho novo, ele exige vasos novos. Ele não negocia com os antigos. Ele não suaviza a fermentação, não desacelera a expansão, nem dilui a força para que as formas antigas possam contê-la. Ele deixa o vinho despedaçá-las. E, se você for sábio, será encontrado entre os vasos novos, não entre os odres despedaçados espalhados pelo chão.

Já não estamos na era da reforma cautelosa. Estamos na era da separação decisiva. Os odres velhos já causaram todo o dano que podiam causar. Agora a questão é se permaneceremos presos a eles por um sentimentalismo mal direcionado ou se cortaremos o vínculo e caminharemos com Deus. A resposta deveria ser óbvia. O vinho novo deve ser derramado em odres novos. E assim será, quer a velha guarda aprove ou não.