Positivamente, a teoria de Ockham é mais sofisticada do que a caricatura "o universal é apenas um nome", pois Ockham afirma que o universal é uma intenção da alma, intentio animae, apta a ser predicada de muitos, e o ato intelectual pelo qual concebemos homem serve como signo natural dos homens e pode ocupar lugar em proposições mentais. A universalidade, portanto, reside na capacidade significativa e predicativa do signo mental, dispensando uma entidade compartilhada fora da mente. Essa formulação também distingue Ockham do vocalismo rudimentar atribuído a Roscelino, já que palavras faladas e escritas significam por convenção; conceitos mentais ocupam outro nível e, na teoria madura, possuem significação natural, enquanto o universal mental é ele próprio singular enquanto ato desta mente, porém pode ser universal em função porque significa muitos indivíduos. Ontologicamente singular e semanticamente universal, a distinção resume muito mais fielmente Ockham do que a frase escolar segundo a qual "só existem nomes".
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História Geral
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