Destrói-os na tua verdade — Salmo 54:5

Notas · Grupo

Teologia aplicada

Paulo lembra a mesma geração do deserto para advertir a igreja de Corinto: quem murmurou pereceu pelo destruidor, e o exemplo continua valendo para qualquer crente disposto a repetir a queixa (1 Coríntios 10:10). A queixa contemporânea, feita em silêncio dentro do carro ou em voz alta no grupo de mensagens, carrega o mesmo endereço da murmuração no deserto.

Jesus dispensa juramentos inteiros, pelo céu, pela terra, pela própria cabeça, e propõe uma fala tão íntegra que dispensa reforço externo: sim, sim, não, não (Mateus 5:33-37). A cura definitiva para a palavra quebrada consiste em tornar-se alguém cuja palavra comum já carrega o peso de um juramento, dispensando qualquer reforço externo para ser levada a sério.

Tiago chama a língua de fogo, de mundo de iniquidade plantado entre os membros do corpo, capaz de inflamar a vida inteira, e confessa que nenhum homem consegue domá-la sozinho (Tiago 3:6; Tiago 3:8). Da mesma boca saem bênção para Deus e maldição para o próximo, feito à imagem desse mesmo Deus (Tiago 3:9-10).

A Pilatos, que ameaçava com o próprio poder de soltar ou crucificar, Jesus respondeu: nenhum poder terias contra mim, se de cima não te fosse dado (João 19:11). Até a autoridade usada para condenar o inocente continuava, na origem, emprestada; o abuso não cancela a procedência, apenas agrava a conta de quem abusou.

O Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer, até ao mais humilde dos homens (Daniel 4:17). Se até o trono mais alto é distribuído por decisão que não pertence ao próprio ocupante, nenhum cargo de autoridade menor tem fundamento para se declarar autônomo em relação a essa mesma mão.

Toda alma esteja sujeita às potestades superiores, porque não há potestade que não venha de Deus, e as que existem foram por ele ordenadas (Romanos 13:1). Autoridade não é o mesmo que poder bruto conquistado pela força; é comissão concedida por Alguém acima de quem a exerce e de quem lhe obedece.